Cultura Brasileira
COLEÇÃO · 134 OBRAS
Obras fundamentais da literatura brasileira em domínio público, patrimônio de todos os leitores. São 134 obras em domínio público, cada uma com ficha própria.
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A Normalista
Adolfo Caminha
Maria do Carmo, jovem normalista cearense, é seduzida pelo padrinho durante a ausência do pai, numa narrativa naturalista que critica a hipocrisia moral da sociedade provinciana.
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Bom-Crioulo
Adolfo Caminha
O marinheiro Amaro, negro forte e corajoso apelidado de Bom-Crioulo, apaixona-se pelo grumete Aleixo, numa narrativa que é a primeira a retratar abertamente a homossexualidade na literatura brasileira.
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Pelo Sertão
Afonso Arinos
Coletânea de contos regionalistas ambientados no sertão mineiro, com personagens e situações que antecipam o regionalismo de Guimarães Rosa, retratando a vida do interior com precisão e lirismo.
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Cantos e Fantasias
Alberto de Oliveira
Coletânea do poeta laureado Alberto de Oliveira, celebrando a natureza brasileira com a perfeição formal parnasiana, incluindo sonetos e odes de grande musicalidade.
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Câmara Ardente
Alphonsus de Guimaraens
Coletânea de poemas de Alphonsus de Guimaraens, marcada pelo luto permanente pela noiva morta e pela devoção à Virgem Maria, numa poesia que transforma a dor em liturgia.
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Dona Mística
Alphonsus de Guimaraens
Livro de poemas que inclui o célebre 'Ismália', sobre a jovem que delira entre o céu e o mar, obra-prima do Simbolismo brasileiro e uma das mais belas imagens da poesia em língua portuguesa.
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Kiriale
Alphonsus de Guimaraens
Coletânea de poemas religiosos e místicos de Alphonsus de Guimaraens, mergulhados numa atmosfera de luto, devoção mariana e saudade da amada morta.
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Casa de Pensão
Aluísio Azevedo
O jovem maranhense Amâncio chega ao Rio de Janeiro e se hospeda numa casa de pensão, onde se envolve em paixões e intrigas que culminam num crime passional de grande repercussão.
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O Cortiço
Aluísio Azevedo
A vida coletiva e brutal de um cortiço carioca, onde imigrantes, negros e mestiços se misturam sob o olhar determinista, retratando a sobrevivência humana como uma luta animal.
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O Homem
Aluísio Azevedo
Magdá, jovem de educação religiosa repressiva, desenvolve transtornos nervosos violentos após a morte de seu pai, num estudo clínico sobre a repressão sexual e o determinismo biológico.
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O Japão
Aluísio Azevedo
Escrito enquanto servia como vice-cônsul brasileiro em Yokohama entre 1897 e 1899 e só publicado em 1984, a partir de manuscritos achados na Academia Brasileira de Letras, é o relato de Aluísio Azevedo sobre a história do Japão, dos xoguns à abertura forçada ao Ocidente pelo comodoro Perry.
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O Mulato
Aluísio Azevedo
Raimundo, filho de um fazendeiro com uma escrava, retorna ao Maranhão com formação europeia e enfrenta o brutal preconceito racial de uma sociedade que não aceita sua ascensão.
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Lira dos Vinte Anos
Álvares de Azevedo
Obra-prima do Romantismo ultrarromântico brasileiro, reunindo poemas que oscilam entre o sonho e o humor macabro, revelando a alma atormentada de um gênio que morreu aos 20 anos.
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Macário
Álvares de Azevedo
Drama em dois atos com elementos fáusticos, em que o jovem Macário, acompanhado por um misterioso personagem que pode ser o diabo, perambula por tabernas e bordéis numa jornada filosófica e satírica.
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Noite na Taverna
Álvares de Azevedo
Cinco jovens reunidos numa taverna contam histórias de amor, morte e horror numa noite de tempestade, obra que inaugura o gênero de terror e fantasia na prosa brasileira.
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Brás, Bexiga e Barra Funda
António de Alcântara Machado
Notícias dos bairros italianos de São Paulo: contos curtos onde o imigrante vira personagem e a fala vira literatura.
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A Capital Federal
Artur Azevedo
Comédia musical sobre um ingênuo fazendeiro mineiro que chega ao Rio de Janeiro e se envolve em situações cômicas com a agitada vida da capital federal, sátira dos costumes da Belle Époque.
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A Dívida
Artur Azevedo
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Contos em verso
Artur Azevedo
Três coletâneas de Artur Azevedo reunidas num só volume em 1909: contos maranhenses, cariocas e de outras regiões do país, vários deles narrados em verso, com humor e episódios pitorescos do Brasil urbano e do Brasil do interior.
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Eu
Augusto dos Anjos
Único livro de Augusto dos Anjos, reúne sonetos que combinam vocabulário científico com angústia existencial, criando uma poesia única sobre a morte, a matéria e o nada.
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O Uraguai
Basílio da Gama
Poema épico que narra a guerra entre portugueses e espanhóis contra os índios guaranis das missões jesuíticas no sul do Brasil, no século XVIII.
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A Escrava Isaura
Bernardo Guimarães
Isaura, escrava de rara beleza e instrução, sofre as perseguições do cruel senhor Leôncio enquanto luta pela liberdade e pelo amor do abolicionista Álvaro.
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Cantos da Solidão
Bernardo Guimarães
Coletânea de poemas de Bernardo Guimarães, publicada em 1852 e reeditada em 1865: solidão, melancolia e as primeiras afeições da juventude, num livro que marca a passagem de uma vida despreocupada para a maturidade.
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O Garimpeiro
Bernardo Guimarães
Um dos textos fundadores do regionalismo na literatura brasileira: no Triângulo Mineiro, o peão Elias e Lúcia, filha de um fazendeiro rico, vivem um amor que o pai da moça recusa por causa da pobreza do rapaz.
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O Seminarista
Bernardo Guimarães
Eugênio, jovem destinado ao sacerdócio, apaixona-se profundamente por Margarida, deflagrando um conflito trágico entre a vocação imposta pela família e o amor humano.
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As Primaveras
Casimiro de Abreu
Coletânea de poemas que expressam a saudade da infância e do Brasil natal, escritos pelo jovem Casimiro durante sua estada em Portugal, com versos de musicalidade inconfundível.
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A Cachoeira de Paulo Afonso
Castro Alves
Ciclo de poemas de Castro Alves que transforma a paisagem do São Francisco em cenário de amor, sofrimento e denúncia da escravidão.
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Espumas Flutuantes
Castro Alves
Único livro de poesia publicado em vida pelo 'Poeta dos Escravos', reunindo poemas líricos e sociais que alternam o amor apaixonado e o grito pela abolição da escravatura.
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O Navio Negreiro
Castro Alves
Poema dramático que descreve com indignação o horror do tráfico de escravos africanos, tornando-se o mais célebre grito literário contra a escravidão na poesia brasileira.
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Os Escravos
Castro Alves
Coletânea póstuma de poemas que formam um grande painel sobre a escravidão, incluindo A Canção do Africano e Mater Dolorosa, hinos pela liberdade dos africanos no Brasil.
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Vozes d'África
Castro Alves
Poema em que a África escravizada clama a Deus e à história, numa das grandes peças abolicionistas de Castro Alves.
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Obras Poéticas
Cláudio Manuel da Costa
Coletânea de sonetos e éclogas do poeta mineiro Cláudio Manuel da Costa, fundador do Arcadismo no Brasil, cantando a paisagem e o espírito de Minas Gerais.
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Esfinge
Coelho Neto
Publicado em 1908, com ecos de Frankenstein: numa pensão do Rio de Janeiro vive James Marian, ser híbrido criado a partir dos corpos de dois irmãos mortos num acidente (corpo de homem, cabeça de mulher), angustiado pela própria identidade indefinida.
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Rei Negro
Coelho Neto
Macambira, príncipe africano escravizado, e a violência do engenho contada em prosa densa e ornamental.
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Turbilhão
Coelho Neto
Publicado em 1906: numa família suburbana carioca formada pela viúva Dona Júlia e os filhos Paulo e Violante, a fuga da filha abre um romance social que atravessa o centro espírita, a roleta clandestina e o teatro do Rio de Janeiro do início do século.
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Broquéis
Cruz e Sousa
Livro de poemas que inaugura o Simbolismo brasileiro, de rara intensidade, misturando misticismo, dor existencial e a consciência trágica de ser negro numa sociedade racista.
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Faróis
Cruz e Sousa
Publicado postumamente, Faróis reúne poemas em verso de Cruz e Sousa, aprofundando o espiritualismo e o sofrimento que marcaram sua vida e sua arte.
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Missal
Cruz e Sousa
Publicado no mesmo dia que Broquéis, Missal é o livro de prosa poética de Cruz e Sousa, textos de rara intensidade musical que inauguram a prosa simbolista no Brasil.
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Tropos e Fantasias
Cruz e Sousa
Livro de estreia de Cruz e Sousa, publicado em 1885 em parceria com Virgílio Várzea: sessenta e quatro páginas de prosa poética marcadas pela busca da palavra rara, com textos contra a escravidão entre as suas páginas.
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Últimos Sonetos
Cruz e Sousa
Coletânea póstuma dos sonetos finais de Cruz e Sousa, escritos enquanto a tuberculose avançava, revelando uma poesia cada vez mais depurada e espiritualizada.
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Suspiros Poéticos e Saudades
Domingos José Gonçalves de Magalhães
O livro que inaugura o romantismo no Brasil, escrito em Paris por um poeta que queria uma literatura nossa.
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Luzia-Homem
Domingos Olímpio
Durante uma grande seca no Ceará, a retirante Luzia, de força física extraordinária, trabalha nas obras públicas de Sobral, onde seu amor e sua bravura enfrentam violência e tragédia.
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Os Sertões
Euclides da Cunha
Reportagem literária monumental sobre a Guerra de Canudos, dividida em 'A Terra', 'O Homem' e 'A Luta', revelando ao Brasil civilizado a existência de outro Brasil nos sertões da Bahia.
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Peru versus Bolívia
Euclides da Cunha
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Noturnas
Fagundes Varela
Primeiro livro de Fagundes Varela, poeta boêmio e apaixonado, reunindo poemas que oscilam entre o lirismo amoroso e a melancolia existencial, com imagens da natureza brasileira.
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Caiu do Céu
França Júnior
Comédia de costumes sobre os conflitos e mal-entendidos numa família carioca, satirizando os hábitos e as pretensões da classe média do Rio de Janeiro no final do século XIX.
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Canção do Exílio
Gonçalves Dias
O mais famoso poema brasileiro, escrito em Portugal, expressa a saudade do maranhão natal e o amor pela terra brasileira com versos que se tornaram parte do imaginário nacional.
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Lendas e Romances
Gonçalves Dias
Primeiro livro de poesia de Gonçalves Dias, incluindo A Canção do Exílio e os primeiros grandes poemas indianistas, que revelaram ao Brasil um poeta de gênio excepcional.
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Os Timbiras
Gonçalves Dias
Poema épico inacabado sobre as guerras entre as tribos timbiras e gamelas do Maranhão, obra que Gonçalves Dias pretendia ser a grande epopeia indianista da literatura brasileira.
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Segundos Cantos
Gonçalves Dias
Segunda coletânea de Gonçalves Dias, aprofundando o projeto indianista e lírico que faria dele o maior poeta do Romantismo brasileiro.
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Últimos Cantos
Gonçalves Dias
Terceiro livro de poesia de Gonçalves Dias, reunindo poemas que consolidam o indianismo como projeto literário e incluem o célebre I-Juca-Pirama, sobre um guerreiro tupi capturado.
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Canaã
Graça Aranha
Dois imigrantes alemães no Espírito Santo discutem o futuro do Brasil enquanto a terra prometida cobra seu preço.
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Já que me põem a tormento
Gregório de Matos
Falando como procurador da Bahia, o eu lírico nega que as culpas de que a cidade é acusada sejam suas, atribuindo- as aos moradores viciosos que nela habitam: um dos poemas satíricos em que Gregório de Matos mais diretamente ataca a hipocrisia colonial baiana.
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Obras Poéticas
Gregório de Matos
Coletânea da poesia barroca de Gregório de Matos, o 'Boca do Inferno', incluindo poemas líricos, religiosos e satíricos sobre a sociedade colonial baiana.
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Obras Poeticas de Gregorio de Mattos Guerra (Tomo I)
Gregório de Matos
Primeira publicação sistemática dos poemas de Gregório de Matos, organizada por Alfredo do Vale Cabral e impressa em 1882 no Rio de Janeiro, precedida da biografia do poeta escrita no século XVIII pelo licenciado Manuel Pereira Rebello.
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Que ande o mundo mascarado
Gregório de Matos
Poema satírico de Gregório de Matos, o "Boca do Inferno" da Bahia colonial, que não poupava políticos, padres, juízes ou nobres: um retrato irônico de um mundo em que ninguém mostra o rosto verdadeiro.
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Memórias
Humberto de Campos
O cronista maranhense reconstitui a infância pobre em Miritiba, a aprendizagem nas redações do Norte e a chegada à vida literária do Rio. Crônica de formação de um autodidata que terminaria na Academia Brasileira de Letras.
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Contos amazônicos
Inglês de Sousa
Nove contos publicados em 1893, obra fundamental da literatura de tema amazônico: guerra do Paraguai, a revolta da Cabanagem e a escravidão cruzam-se com lendas do Pará como o boto e as feiticeiras, num registro da língua e dos costumes paraenses do século XIX.
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O Missionário
Inglês de Sousa
O padre Antônio de Morais chega à Amazônia com ideais missionários, mas o ambiente hostil, a natureza avassaladora e os instintos humanos vão corroendo sua fé e sua vocação.
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A Alma Encantadora das Ruas
João do Rio
Coleção de crônicas sobre a vida nas ruas do Rio de Janeiro da Belle Époque, mergulhando nos submundos, religiões, profissões e personagens pitorescos que a cidade oficial preferia ignorar.
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Crônicas de São Cristóvão
João do Rio
Crônicas sobre os subúrbios cariocas e a vida das classes populares, com o olhar aguçado de João do Rio para os personagens esquecidos pela Belle Époque oficial.
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Cancioneiro Guasca
João Simões Lopes Neto
Publicado em 1910 e ampliado em 1917: coletânea de poesia popular do Rio Grande do Sul reunida por João Simões Lopes Neto, com versos, cantigas de roda e desafios de poetas improvisadores, além de lendas como a do Negrinho do Pastoreio.
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O Guesa
Joaquim de Sousândrade
O errante indígena atravessa as Américas até a Bolsa de Nova York — poema que só o século XX aprendeu a ler.
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A Moreninha
Joaquim Manuel de Macedo
Considerado o primeiro romance brasileiro, narra o amor entre o estudante Augusto e a encantadora Carolina, em meio às festas e costumes da juventude carioca do século XIX.
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O Moço Loiro
Joaquim Manuel de Macedo
Romance urbano que narra as aventuras sentimentais de Honorina no Rio de Janeiro, continuando a exploração dos costumes da sociedade carioca dos anos 1840.
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A Viuvinha
José de Alencar
Jorge, arruinado por dívidas, desaparece na véspera do casamento para não arrastar a noiva à miséria. Carolina fica com a promessa e o silêncio.
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As Minas de Prata
José de Alencar
Romance histórico sobre a busca pelas lendárias minas de prata na Bahia colonial do século XVII, misturando aventura, amor e intrigas políticas num cenário de lutas contra invasores holandeses.
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Cinco Minutos
José de Alencar
Um encontro de cinco minutos numa barca que cruza a Baía de Guanabara é o suficiente para mudar para sempre a vida do narrador, que parte em busca da misteriosa jovem que perdeu de vista.
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Diva
José de Alencar
Emília, a fria e orgulhosa Diva, recusa todos os pretendentes até que o jovem Augusto desafia sua altivez com estratégia inversa — fingindo indiferença — numa guerra de orgulhos e sentimentos.
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Iracema
José de Alencar
Lenda do Ceará narrada em prosa poética: a índia Iracema, 'lábios de mel', sacrifica tudo pelo amor do guerreiro branco Martim, dando origem ao povo cearense.
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Lucíola
José de Alencar
Paulo encontra Lúcia, uma cortesã de rara beleza, e descobre sob a aparência mundana uma alma pura e atormentada que busca redenção pelo amor sincero.
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O Guarani
José de Alencar
O índio Peri, guerreiro guarani de nobreza selvagem, dedica sua vida à proteção de Ceci, filha do fidalgo português Dom Antônio de Mariz, nas margens do rio Paquequer.
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O Sertanejo
José de Alencar
Nas fazendas do sertão cearense, o corajoso vaqueiro Arnaldo Louredo defende a honra e a família de seu senhor, entrelaçando aventura e amor à vida rude do interior.
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Senhora
José de Alencar
Aurélia Camargo, jovem que herda uma fortuna, compra o casamento de Seixas, o homem que a abandonou por interesse, para vingar-se e redimi-lo pelo amor.
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Til
José de Alencar
Romance regionalista ambientado nas fazendas do interior paulista, narrando o amor entre a misteriosa Til e o jovem Berta, envolvidos em segredos de família e violência rural.
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Ubirajara
José de Alencar
Lenda tupi sobre Jaguaré, guerreiro que conquista o título de Ubirajara — 'senhor da lança' — e enfrenta o dilema entre o amor e as leis tribais de seu povo.
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Poesias e Cartas
José de Anchieta
Poemas e cartas do jesuíta José de Anchieta, escritos em português, espanhol, latim e tupi, registrando a evangelização e a vida no Brasil colonial.
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A Falência
Júlia Lopes de Almeida
No Rio de Janeiro do fim do século XIX, a casa de um comissário de café sustenta uma fachada de prosperidade enquanto o negócio se desfaz e um caso silencioso corrói a família. Retrato agudo da burguesia carioca pós-Abolição.
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A Intrusa
Júlia Lopes de Almeida
Um advogado viúvo contrata uma governanta para cuidar da filha, e a chegada dessa mulher de fora abala a ordem doméstica e a vigilância moral da parentela. Estudo da mulher que trabalha e do lugar que a sociedade lhe reserva.
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A Carne
Júlio Ribeiro
Lenita estuda ciências e experimenta o próprio corpo; o naturalismo brasileiro no seu ponto mais escandaloso para a época.
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Inspirações do Claustro
Junqueira Freire
Poemas escritos durante os anos em que o poeta baiano viveu num convento, expressando o conflito entre a vocação religiosa imposta e os desejos humanos que não conseguia suprimir.
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Clara dos Anjos
Lima Barreto
Clara, jovem negra do subúrbio carioca, é seduzida e abandonada por um rapaz branco de classe média, numa narrativa que critica o racismo estrutural e a vulnerabilidade das mulheres pobres no Brasil.
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Os Bruzundangas
Lima Barreto
Sátira feroz disfarçada de relato sobre o fictício país das Bruzundangas, onde Lima Barreto critica a política, a burocracia e os costumes do Brasil da Primeira República.
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Recordações do Escrivão Isaías Caminha
Lima Barreto
Isaías Caminha, jovem negro e talentoso do interior, chega ao Rio de Janeiro cheio de sonhos e enfrenta o preconceito racial e a mediocridade do mundo jornalístico na capital federal.
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Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lima Barreto
Major Policarpo Quaresma, o mais puro dos patriotas brasileiros, é destruído pela mesma república que jurou servir — um retrato tragicômico do idealismo confrontado com a burocracia e a violência do poder.
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A Cartomante
Machado de Assis
Camilo, envolvido em adultério, consulta uma cartomante que o tranquiliza sobre seus medos — e a ironia do destino o aguarda na volta para casa.
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A Mão e a Luva
Machado de Assis
Guiomar escolhe o próprio destino entre três pretendentes; um retrato precoce da mulher que calcula e vence no Rio imperial.
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Casa Velha
Machado de Assis
Um padre-historiador hospeda-se numa casa senhorial e desenterra o segredo que separa os que mandam dos que servem.
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Conto de Escola
Machado de Assis
O menino Pilar aceita uma moeda de Raimundo para ensinar a lição, e o professor os surpreende — um conto sobre a primeira lição de corrupção e as escolhas que formam o caráter.
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Dom Casmurro
Machado de Assis
Bentinho, o Dom Casmurro, narra sua vida e seu amor por Capitu, a famosa 'Capitu dos olhos de ressaca', num relato em que o narrador talvez seja o menos confiável da literatura brasileira.
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Esaú e Jacó
Machado de Assis
Os gêmeos Pedro e Paulo, rivais desde o ventre materno, disputam amores e ideais políticos no Rio de Janeiro da transição do Império para a República, numa alegoria da identidade nacional.
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Helena
Machado de Assis
Helena surge como filha reconhecida de um rico conselheiro falecido, mas sua origem oculta e seu caráter extraordinário perturbam a família legítima e a sociedade carioca.
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Histórias sem Data
Machado de Assis
Coletânea de contos de Machado de Assis da fase madura, reunindo narrativas de ironia fina sobre a condição humana, incluindo A Igreja do Diabo e Cantiga de Esponsais.
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Iaiá Garcia
Machado de Assis
Jorge parte para a Guerra do Paraguai, deixando para trás um emaranhado de amores e interesses. Iaiá Garcia, filha de um humilde fiel, emerge como a figura mais sábia e digna da trama.
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Memorial de Aires
Machado de Assis
Último romance de Machado, narrado como diário do diplomata aposentado Aires, que observa com suave melancolia o amor tardio e os dramas familiares à sua volta.
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Memórias Póstumas de Brás Cubas
Machado de Assis
Narrado pelo próprio defunto Brás Cubas, o romance desconstrói convenções literárias com ironia corrosiva, radiografando a hipocrisia da elite carioca do século XIX.
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Missa do Galo
Machado de Assis
O jovem Nogueira, hospede numa casa do Rio de Janeiro, conversa com Conceição, esposa do dono, numa noite de Natal enquanto esperam para ir à Missa do Galo — e a cena torna-se inesquecível.
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O Alienista
Machado de Assis
O doutor Simão Bacamarte funda em Itaguaí o maior hospício do Brasil e começa a internar toda a cidade, numa sátira genial ao poder da ciência e à relatividade da sanidade.
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O Espelho
Machado de Assis
Jacobina defende que todo homem tem duas almas — a interior e a exterior — e narra como o uso de uma farda de alferes quase o fez perder sua própria identidade diante do espelho.
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Pai Contra Mãe
Machado de Assis
Um homem pobre, que sobrevive capturando escravos fugitivos, vê-se diante de um dilema cruel: devolver uma escrava grávida ao seu senhor ou abrir mão da única renda que pode salvar seu filho recém-nascido.
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Papéis Avulsos
Machado de Assis
Coletânea de contos que inclui O Alienista e outras narrativas filosóficas e psicológicas, confirmando Machado como o maior contista da língua portuguesa.
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Quincas Borba
Machado de Assis
Rubião herda a fortuna e a filosofia absurda do Humanitismo de seu amigo Quincas Borba, e vai perdendo tudo — dinheiro, amor e razão — em Machado de Assis perfeito retrato da frivolidade humana.
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Ressurreição
Machado de Assis
O primeiro romance de Machado: Félix ama Lívia mas a desconfiança o corrói antes de qualquer prova — já o embrião do Bentinho de Dom Casmurro.
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Várias Histórias
Machado de Assis
Coletânea de contos da maturidade de Machado, incluindo Pai Contra Mãe e outros textos que revelam sua visão cada vez mais sombria da condição humana e da sociedade brasileira.
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Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Antônio de Almeida
Romance picaresco que acompanha Leonardo, filho de um trovão com uma pisadela, pelas vielas e festas populares do Rio de Janeiro do início do século XIX.
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A Escrava
Maria Firmina dos Reis
Numa roda de conversa entre senhoras, a história de uma mulher escravizada separada do filho interrompe a conveniência do salão. Conto abolicionista publicado dois meses antes da Lei Áurea.
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Úrsula
Maria Firmina dos Reis
Um triângulo amoroso no Maranhão do século XIX serve de moldura para que homens e mulheres escravizados narrem, em primeira pessoa, a violência do cativeiro. Primeiro romance abolicionista brasileiro e o primeiro de autoria de uma mulher negra no país.
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Macunaíma
Mário de Andrade
O herói sem nenhum caráter atravessa o Brasil inteiro atrás da muiraquitã, e o país se revela em mito, piada e língua falada.
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Paulicéia Desvairada
Mário de Andrade
O livro que abriu o modernismo brasileiro: São Paulo em verso livre, ruidosa e desvairada.
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O Juiz de Paz da Roça
Martins Pena
Primeira peça brasileira de sucesso, satirizando com humor a figura do juiz de paz rural ignorante e déspota, num retrato irreverente da justiça no Brasil do século XIX.
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O Noviço
Martins Pena
Comédia de costumes sobre Carlos, que finge querer se tornar frade para fugir de um casamento indesejado e conseguir a namorada que realmente ama, numa farsa repleta de equívocos.
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A Barca de Gleyre
Monteiro Lobato
Correspondência entre Monteiro Lobato e Godofredo Rangel ao longo de décadas, um documento fundamental sobre a vida intelectual brasileira do início do século XX.
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Cidades Mortas
Monteiro Lobato
Segunda coletânea de contos de Lobato, retratando as cidades decadentes do Vale do Paraíba paulista, consumidas pelo fim do ciclo do café e pela miséria que ficou no lugar da riqueza.
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Urupês
Monteiro Lobato
Coletânea de contos que apresenta Jeca Tatu, o caipira preguiçoso que Lobato mais tarde reconheceria como vítima do abandono social, tornando-se um dos personagens mais discutidos da cultura brasileira.
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Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens
Nísia Floresta
O primeiro texto de reivindicação dos direitos das mulheres publicado no Brasil: refuta, ponto por ponto, a suposta inferioridade intelectual feminina e defende o direito à instrução.
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Opúsculo Humanitário
Nísia Floresta
Reunião de sessenta e dois artigos em que a autora percorre a condição da mulher em diferentes povos e épocas para defender a educação feminina como condição do progresso do Brasil. Uma das primeiras defesas públicas e articuladas dos direitos das mulheres no país.
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O Caçador de Esmeraldas
Olavo Bilac
Poema épico sobre Fernão Dias Pais Leme, o bandeirante que gastou 17 anos de sua vida caçando esmeraldas pelos sertões do Brasil colonial.
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Tarde
Olavo Bilac
Último livro de poesia de Bilac, publicado postumamente, marcado pela melancolia do envelhecimento, pela consciência da morte próxima e pela perfeição formal que nunca o abandonou.
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Via Láctea
Olavo Bilac
Primeiro livro de poesia de Olavo Bilac, reunindo sonetos de perfeição formal que celebram o amor, a beleza e o ideal parnasiano de arte pela arte.
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Serafim Ponte Grande
Oswald de Andrade
Romance experimental e fragmentado, narrado de forma não-linear, sobre as aventuras do burguês Serafim Ponte Grande, uma sátira desmontada da sociedade e da própria forma romanesca.
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Sermões
Padre Antônio Vieira
Seleção dos mais célebres sermões do Padre Antônio Vieira, incluindo o Sermão da Sexagésima e o Sermão do Bom Ladrão, obras-primas da oratória barroca.
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Carta de Pero Vaz de Caminha
Pero Vaz de Caminha
Primeira descrição escrita do Brasil, relatando a chegada da frota de Pedro Álvares Cabral e o encontro com os povos nativos em 1500.
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As Relações Naturais
Qorpo-Santo
Peça do dramaturgo gaúcho Qorpo-Santo, precursor mundial do teatro do absurdo, com personagens e situações que desafiam a lógica numa dramaturgia original e inclassificável.
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Aleluias
Raimundo Correia
Coletânea de sonetos do parnasiano Raimundo Correia, marcada pelo pessimismo filosófico e pela busca da beleza formal, incluindo o célebre poema 'As Pombas'.
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Horas de Estio
Raimundo Correia
Segunda coletânea de Raimundo Correia, aprofundando o pessimismo filosófico e a busca da perfeição formal, com imagens da natureza brasileira transformadas em meditações sobre a transitoriedade.
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O Ateneu
Raul Pompeia
Memórias amargas de Sérgio sobre os anos de internato no colégio Ateneu, onde o despotismo do diretor Aristarco e as crueldades dos colegas marcaram para sempre sua personalidade.
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Caramuru
Santa Rita Durão
Poema épico sobre Diogo Álvares Correia, o português náufrago que viveu entre os tupinambás na Bahia e tornou-se figura lendária chamada Caramuru.
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Crenças e Opiniões
Sílvio Romero
Ensaios do maior crítico literário do século XIX brasileiro, abordando a formação da cultura nacional, o folclore, a mestiçagem e o caráter do povo brasileiro.
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Contos Gauchescos
Simões Lopes Neto
O velho Blau Nunes conta histórias da vida gaúcha no pampa rio-grandense, com linguagem regional autêntica, em contos que são a mais perfeita expressão literária da cultura gaúcha.
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Lendas do Sul
Simões Lopes Neto
Coletânea de lendas do pampa gaúcho, narradas com a mesma autenticidade linguística dos Contos Gauchescos, mergulhando no universo mítico e folclórico do Rio Grande do Sul.
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Cartas Chilenas
Tomás Antônio Gonzaga
Poema satírico epistolar que critica o governo despótico do Visconde de Barbacena em Minas Gerais, publicado anonimamente e atribuído a Gonzaga.
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Marília de Dirceu
Tomás Antônio Gonzaga
Coletânea de liras endereçadas à amada Marília, escrita durante a prisão de Gonzaga após a Inconfidência Mineira, tornando-se ícone do lirismo arcadista brasileiro.
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Poesias
Vicente de Carvalho
Coletânea de sonetos do poeta santista Vicente de Carvalho, marcada pela presença constante do mar de Santos e pela melancolia serena de quem contempla a imensidão das águas.
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Inocência
Visconde de Taunay
O naturalista Cirino encontra a jovem e ignorante Inocência no sertão de Mato Grosso; o amor impossível entre eles choca-se com as leis rígidas da sociedade sertaneja.