Literatura Portuguesa
COLEÇÃO · 114 OBRAS
Clássicos escritos originalmente em português por autores portugueses — sem tradução no caminho. São 114 obras em domínio público, cada uma com ficha própria.
-
A Harpa do Crente
Alexandre Herculano
Primeiro livro de poesia de Alexandre Herculano, de 1838: versos religiosos e místicos sobre a guerra civil, o exílio, a liberdade e a morte, escritos num tom sóbrio que ajudaria a inspirar o ultrarromantismo português.
-
Eurico, o Presbítero
Alexandre Herculano
Impedido de casar com Hermengarda, Eurico torna-se padre e depois o guerreiro mascarado da resistência contra os invasores da Hispânia visigótica.
-
Eurico, o presbytero
Alexandre Herculano
-
Lendas e Narrativas (Tomo I)
Alexandre Herculano
Primeiro tomo das lendas medievais que Herculano publicou nas revistas O Panorama e A Ilustração entre 1839 e 1844: contos como "A Destruição de Áuria" e "O Alcaide de Santarém", ambientados nos séculos de formação de Portugal.
-
Lendas e Narrativas (Tomo II)
Alexandre Herculano
Segundo tomo das Lendas e Narrativas, reunidas em livro em 1851: entre os contos está "A Dama Pé de Cabra", em que um fidalgo se apaixona, numa caçada, por uma mulher que é também um demônio.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 01
Alexandre Herculano
Primeiro dos dez volumes de Opúsculos que reúnem a prosa de intervenção de Alexandre Herculano. Os dois primeiros tomos, organizados ainda pelo próprio autor e publicados em 1873, tratam de Questões Públicas, os debates políticos e religiosos em que Herculano se envolveu.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 02
Alexandre Herculano
Segundo volume de Questões Públicas dos Opúsculos, publicado em 1873 ainda sob organização do próprio Herculano, fechando a dupla de tomos que ele preparou antes de a coleção seguir, já póstuma, para os volumes seguintes.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 03
Alexandre Herculano
Terceiro tomo dos Opúsculos, já de edição póstuma, publicado em 1876: abre a série de Controvérsias e Estudos Históricos, onde Herculano volta às polêmicas que travou como historiador, entre elas a disputa com o clero sobre o milagre de Ourique.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 04
Alexandre Herculano
Quarto tomo dos Opúsculos, de 1879, seguindo a série de Controvérsias e Estudos Históricos que reúne a face de historiador polemista de Alexandre Herculano.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 05
Alexandre Herculano
Quinto tomo dos Opúsculos, de 1881, ainda dentro da série Controvérsias e Estudos Históricos.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 06
Alexandre Herculano
Sexto e último tomo da série Controvérsias e Estudos Históricos dos Opúsculos, publicado em 1886, dez anos depois do primeiro volume da série.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 07
Alexandre Herculano
Sétimo tomo dos Opúsculos, de 1898: a coleção volta ao tema Questões Públicas, já em edição inteiramente póstuma, organizada a partir dos escritos avulsos de Herculano.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 08
Alexandre Herculano
Oitavo tomo dos Opúsculos, de 1901, fechando a segunda leva de textos sobre Questões Públicas reunida depois da morte de Herculano.
-
Opúsculos por Alexandre Herculano - Tomo 09
Alexandre Herculano
Nono tomo dos Opúsculos, de 1907, dedicado à Literatura: reúne os principais textos em que Herculano discute teoria e crítica literária.
-
Frei Luís de Sousa
Almeida Garrett
D. Madalena vive o pavor de que o primeiro marido esteja vivo; quando o Romeiro aparece, a tragédia se fecha sobre a casa.
-
Viagens na Minha Terra
Almeida Garrett
Uma viagem de Lisboa a Santarém que a todo momento desvia para a digressão, a sátira política e a novela da Menina dos Rouxinóis.
-
A Biblia da Humanidade
Antero de Quental
Ensaio de Antero de Quental sobre a obra de Michelet, publicado em 1895 no jornal O Século XXI de Penafiel: parte da premissa socrática de que existe um deus desconhecido dentro do homem para defender a fraternidade universal.
-
A philosophia da natureza dos naturalistas
Antero de Quental
Cinco artigos publicados originalmente no jornal portuense A Provincia e reunidos em livro em 1894: Antero de Quental discute as teorias evolucionistas de naturalistas como Ernst Haeckel, criticando os limites de uma explicação puramente mecanicista da natureza.
-
Bom-senso e bom-gosto: carta ao excelentissimo senhor Antonio Feliciano de Castilho
Antero de Quental
A carta que deu início à Questão Coimbrã: resposta violenta de Antero de Quental, em 1865, ao poeta António Feliciano de Castilho, que havia ridicularizado as suas Odes Modernas, acusando o ultrarromantismo de Castilho e dos seus seguidores de arrogância e vazio.
-
Considerações sobre a Philosophia da Historia Litteraria Portugueza
Antero de Quental
Publicado em 1872 e considerado por muitos críticos a mais importante prosa de Antero de Quental, este ensaio situa figuras como Camões dentro de uma história literária lida como reflexo direto da evolução da identidade nacional.
-
Leituras Populares
Antero de Quental
Sete artigos de Antero de Quental voltados à instrução do povo, defendendo bibliotecas rurais, o papel da agricultura na economia e a escrita em linguagem simples como caminho para levar educação às classes populares portuguesas.
-
Liga Patriotica do Norte
Antero de Quental
Depois do Ultimato inglês de janeiro de 1890, um grupo do Porto convida Antero de Quental para liderar a Liga Patriótica do Norte, tentativa de canalizar o fervor patriótico do país em reforma moral e econômica, movimento que se extinguiria depressa, por rivalidades partidárias.
-
Manifesto dos Estudantes da Universidade de Coimbra á opinião illustrada do paiz
Antero de Quental
Redigido por Antero de Quental e assinado por 314 alunos entre 1862 e 1863, o manifesto protesta contra uma legislação universitária que os estudantes de Coimbra consideravam velha, injusta e três séculos atrasada.
-
Oliveira Martins: O critico litterario, o economista, o historiador, o publicista, o politico
Antero de Quental
Retrato que Antero de Quental traça do amigo e companheiro de geração Oliveira Martins, percorrendo as suas várias facetas (de crítico literário a político) na voz de quem o via como um espírito subtil e um crítico desapaixonado.
-
Portugal perante a Revolução de Hespanha
Antero de Quental
Escrito em 1868 sob o impacto da Revolução espanhola, este tratado político de Antero de Quental defende a democracia e o federalismo ibérico como caminho para tirar Portugal do que ele chama de estagnação de uma burguesia acomodada.
-
Raios de extincta luz: poesias ineditas (1859-1863)
Antero de Quental
-
Soldados da Revolução
Antero de Quental
-
Sonetos
Antero de Quental
A poesia do pensamento levada ao limite: sonetos onde a dúvida filosófica vira agonia pessoal.
-
Ultimatum de 11 de Janeiro
Antero de Quental
Ensaio político de Antero de Quental sobre o dia em que o país inteiro se ergueu de indignação contra o ultimato britânico de 1890: analisa o fervor patriótico popular e adverte que, sem representação real no governo, esse movimento corre o risco de se perder em anarquia.
-
Só
António Nobre
O livro mais triste que se escreveu em Portugal, segundo o próprio autor: a saudade do Norte e da infância em voz de menino perdido.
-
A brazileira de Prazins: scenas do Minho.
Camilo Castelo Branco
Considerado o último grande romance de Camilo, de 1882, já sob influência do realismo: no Minho do pós-guerras liberais, cruzam-se a história de um falso D. Miguel escondido na casa de um padre e a de Marta, que o amor por José Dias transforma na "brasileira de Prazins".
-
A espada de Alexandre: Corte profundo da questão do Homem-Mulher e Mulher-Homem
Camilo Castelo Branco
Texto de gênese controversa de Camilo Castelo Branco, publicado com o subtítulo provocador "Corte profundo da questão do Homem-Mulher e Mulher-Homem". As fontes confirmam o tom polêmico, mas não o conteúdo detalhado: sinopse a completar quando houver acesso ao texto integral.
-
A Filha do Arcediago: Terceira Edição
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1854: da relação proibida entre o padre Leonardo Taveira, arcediago de Barroso, e Ana do Carmo nasce Rosa, que o pai tenta obrigar a casar com um velho rico e grotesco, enredo que Camilo usa para satirizar a sociedade portuense do início do século.
-
A Gratidão
Camilo Castelo Branco
Em 1846, a menina Rosa e sua avó cega, ambas pobres, atravessam um inverno rigoroso até encontrar abrigo na casa de Dona Thereza: o ponto de partida de uma história sobre gratidão e sobre o que pequenos gestos de generosidade podem mudar.
-
A Morgadinha de Val-D'Amores/Entre a Flauta e a Viola: Theatro Comico de Camillo Castello Branco
Camilo Castelo Branco
Quem manda melhor: quem age ou quem sabe ocupar a fala? Em A Morgadinha de Val-D'Amores, Frederico troca o emprego fiscal pela liderança de uma revolta enquanto Joana, sua amada, enfrenta os perigos que ele prefere comentar. Em Entre a Flauta e a Viola, dois pretendentes transformam música e verso em armas de cortejo, até uma serenata alcançar o ouvido errado. As duas comédias aproximam política e namoro para testar discursos que prometem autoridade. Uma porta fechada e a escolha da plateia decidem quanto essa autoridade dura.
-
A Neta do Arcediago
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1856, dando sequência a "A Filha do Arcediago": Luiz da Cunha e Faro descobre-se filho de uma relação escondida, e o romance segue as infidelidades do pai e as consequências que atravessam a vida do filho, em capítulos com títulos como "Um Anjo Caído".
-
A Queda d'um Anjo: Romance
Camilo Castelo Branco
-
A senhora Rattazzi
Camilo Castelo Branco
Panfleto de 1880 nascido da polêmica entre Camilo Castelo Branco e a princesa Rattazzi, que escrevera um livro sobre Portugal chamado "Le Portugal à Vol de l'Oiseau": a controvérsia rendeu réplicas dos dois lados e uma segunda edição ampliada no mesmo ano.
-
Agulha em Palheiro: Quinta edição
Camilo Castelo Branco
Filho de sapateiro, Francisco Lourenço Gomes admira o poeta Bocage a ponto de lhe fazer botas sob medida, gesto que o lança nos círculos poéticos de Lisboa e o leva, por ascensão social improvável, a frequentar salões europeus como veterano liberal condecorado e bacharel em Direito.
-
Amor de Perdição
Camilo Castelo Branco
Simão e Teresa amam-se contra o ódio das duas famílias; o romance mais lido do romantismo português, escrito na cadeia em quinze dias.
-
Amor de Salvação
Camilo Castelo Branco
Apesar do título, é quase todo um amor de perdição: Afonso e Teodora são prometidos desde crianças, mas ela desespera-se no convento e casa-se com o primo Eleutério; só nas últimas páginas Afonso encontra, em Mafalda, o amor de salvação que dá nome ao livro.
-
Annos de Prosa; A Gratido; O Arrependimento
Camilo Castelo Branco
Edição que reúne em um volume os contos "A Gratidão" e "O Arrependimento" sob o título comum de "Annos de Prosa", os mesmos dois textos que o catálogo também traz publicados em separado.
-
Carlota Angela
Camilo Castelo Branco
Um dos primeiros romances de Camilo, de 1858: Carlota Ângela, filha única de um casal abastado, resiste aos planos de casamento que os pais fazem por ela e se envolve com Francisco Salter de Mendonça, tenente da marinha real recém-chegado a Lisboa.
-
D. Antonio Alves Martins: bispo de Vizeu: esboço biographico
Camilo Castelo Branco
Camilo Castelo Branco traça a biografia de D. António Alves Martins, bispo de Viseu, par do reino e ministro de estado honorário: das origens humildes em Trás-os-Montes aos anos como pensador liberal num Portugal em disputa política.
-
Estrellas Funestas
Camilo Castelo Branco
Publicada em 1862: as famílias de Gonçalo Malafaya e de Maria das Dores prometem os filhos um ao outro desde antes de nascerem, mas cada qual se apaixona por outra pessoa. Cento e poucas páginas sobre um casamento forçado que desagua em desgraça.
-
Estrellas Propícias
Camilo Castelo Branco
De 1863, na mesma linhagem moralizante de "Estrelas Funestas": um casamento arranjado por interesse patrimonial serve de eixo para Camilo cruzar amor, dor e fatalidade sob o seu olhar atento à sociedade portuguesa do século XIX.
-
Folhas cahidas, apanhadas na lama por um antigo juiz das almas de Campanhan
Camilo Castelo Branco
Livro de poemas de 1854, publicado sob o pseudónimo "Um Antigo Juiz das Almas de Campanhã", um dos vários nomes falsos que Camilo Castelo Branco usou ao longo da carreira.
-
Lagrimas Abençoadas
Camilo Castelo Branco
O romance abre com o batismo de Maria, recém-nascida cuja presença ilumina quem está à sua volta, enquanto a mãe já pressente a dor que o futuro guarda: uma história sobre fé, sofrimento e a busca de consolo através da religião.
-
Livro de Consolação: Romance
Camilo Castelo Branco
Escrito nos anos seguintes à prisão de Camilo e Ana Plácido por adultério, entre os romances mais emblemáticos do autor: Venceslau Taveira e Eduardo Pimenta atravessam perdas e tragédias pessoais numa prosa sobre amor e redenção.
-
Luiz de Camões: notas biograficas: Prefacio da setima edição do Camões de Garrett
Camilo Castelo Branco
Prefácio de 1880 à sétima edição do "Camões" de Almeida Garrett: Camilo Castelo Branco revê a biografia romântica que Garrett fizera do poeta épico, questionando alguns dos seus retratos e propondo outras leituras da vida de Camões.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 01 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Primeiro dos doze números mensais de "Noites de Insomnia" que Camilo Castelo Branco publicou ao longo de 1874: uma série de ensaios e narrativas curtas sobre temas históricos, sociais e literários portugueses, dedicada a quem não consegue dormir.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 02 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de fevereiro de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia", em que Camilo Castelo Branco segue oferecendo reflexões e narrativas curtas a quem não consegue dormir.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 03 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de março de 1874 da série "Noites de Insomnia": parte do primeiro dos dois volumes em que Camilo Castelo Branco reuniu os doze números mensais publicados ao longo do ano.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 04 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de abril de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 05 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de maio de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 06 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de junho de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco, na metade do ano de publicação.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 07 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de julho de 1874, já no segundo volume da série "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 08 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de agosto de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 09 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de setembro de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 10 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de outubro de 1874 da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco, já perto do fechamento do ano de publicação.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 11 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de novembro de 1874, penúltimo da série mensal "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco.
-
Noites de insomnia, offerecidas a quem não póde dormir. Nº 12 (de 12)
Camilo Castelo Branco
Número de dezembro de 1874, o último dos doze números mensais que fecham a série "Noites de Insomnia" de Camilo Castelo Branco, reunida depois em dois volumes encadernados.
-
Novelas do Minho
Camilo Castelo Branco
Oito novelas publicadas em doze volumes entre 1875 e 1877, entre elas "O cego de Landim" e "A viúva do enforcado": um retrato do Minho rural já influenciado pelo Naturalismo, em que o bucolismo idílico cede lugar à realidade mais dura do Portugal contemporâneo de Camilo.
-
O Arrependimento
Camilo Castelo Branco
Émilio da Cunha acolhe o sobrinho Roberto depois da morte do irmão, na esperança de guiá-lo para uma vida melhor, mas más influências levam o rapaz ao crime, até que, tomado de remorso, ele busca reconquistar o perdão do tio e de sua prima Valentina.
-
O Assassino de Macario: Comedia em tres actos
Camilo Castelo Branco
Macário nunca entra em cena, mas sua falsa morte põe todos em movimento. A pedido do noivo fugitivo, Libório anuncia um duelo fatal e acaba acusado por Itelvina de ser o assassino. Ela aceita casar com ele para executar uma vingança doméstica feita de relógios alterados e roupas sabotadas. Quando Barnabé revela que Macário está vivo, a tragédia imaginada perde o chão. Camilo conduz o casal do engano à mesa de jantar, onde atração e apetite negociam um acordo tão instável quanto a mentira que os uniu.
-
O Bem e o Mal: Romance
Camilo Castelo Branco
Criado pelo tio padre depois que o pai entra para um convento, Ladislau Tibério Militão de Vila Cova é empurrado para o sacerdócio até conhecer Peregrina, irmã de um padre recém-chegado. O romance segue dois casais, Ladislau e Peregrina, Casimiro e Cristina, presos entre o dever e o desejo.
-
O Carrasco de Victor Hugo José Alves
Camilo Castelo Branco
-
O Condemnado
Camilo Castelo Branco
Drama em três atos de 1870, dedicado ao parlamentar José Cardoso Vieira de Castro, banido para uma das colônias africanas de Portugal. Sob a impressão dessa tragédia real, Camilo escreve um protagonista condenado tanto pelas circunstâncias quanto pelas próprias escolhas.
-
O esqueleto: Romance
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1864 e pouco reeditado depois: Nicolau abandona a amante francesa Margarida para casar com a prima adolescente Beatriz, mas o casamento desmorona e os dois cônjuges acabam presos em casos secretos, ele de volta a Margarida, ela com o jovem Rafael.
-
O General Carlos Ribeiro: Recordações da Mocidade
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1884: memórias da juventude do general e cientista Carlos Ribeiro, contadas por Camilo Castelo Branco cruzando lembrança pessoal, reflexão histórica e o retrato de um homem apaixonado por ciência num Portugal em transformação.
-
O Olho de Vidro
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1863: a relação trágica entre a inocente Virgínia e o ambicioso Fagundes, movida por amor não correspondido, ciúme e ambição de poder, num dos romances mais sentimentais de Camilo Castelo Branco.
-
O que fazem mulheres: Romance philosophico
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1858: Ludovina é dividida entre o amor por Ricardo de Sá e a pressão da mãe por um casamento arranjado. Camilo usa a personagem para criticar uma sociedade em que a vida das mulheres era decidida pela família.
-
O Regicida
Camilo Castelo Branco
-
O Romance de um Homem Rico
Camilo Castelo Branco
Publicado em 1861: a análise minuciosa de um homem rico que amou e perdeu, e que cobre de luto a lembrança da mulher amada. Camilo usa a fortuna do protagonista para expor os seus efeitos corrosivos sobre a busca de felicidade.
-
O sangue
Camilo Castelo Branco
Romance de 1860: Inocêncio, dividido entre o dever de família e o desejo pessoal, envolve-se com Thomazia em meio a laços de sangue e honra da família Barros. Ciúme, traição e as consequências da pressão social movem o enredo.
-
O vinho do Porto: processo de uma bestialidade ingleza: exposição a Thomaz Ribeiro
Camilo Castelo Branco
Panfleto polêmico dirigido contra o inglês Baron James Forrester, criticado por seus erros ao escrever sobre o vinho do Porto: um dos textos mais hostis à Inglaterra escritos por Camilo Castelo Branco, dedicado a Thomaz Ribeiro.
-
Salve, Rei!: Poesia de Camillo Castello Branco
Camilo Castelo Branco
Impresso em folha solta em janeiro de 1852, dedicado ao casamento de D. Miguel I: um poema de fidelidade legitimista, escrito sob a perspectiva de quem lamenta a queda de um rei e espera o retorno do que considera o governante legítimo.
-
Scenas Contemporaneas
Camilo Castelo Branco
Coletânea de contos e crônicas de 1856, em que Camilo Castelo Branco dissseca a sociedade portuguesa do seu tempo: amor, traição e expectativas sociais, contados com humor e ironia sobre as hipocrisias contemporâneas.
-
Scenas da Foz
Camilo Castelo Branco
Duas novelas publicadas primeiro em folhetim no jornal A Aurora do Lima, entre 1856 e 1857: às margens do Douro e na cidade do Porto, uma família vinda de Amarante, sobretudo a filha Hermenigilda, cruza-se com o inconstante Bento de Castro, que sonha casar-se por dinheiro.
-
Suicida
Camilo Castelo Branco
-
Voltareis ó Christo?
Camilo Castelo Branco
Três narrativas reunidas em 1871 sob um título que é uma súplica: um apelo a Cristo para que volte à Terra, porque a treva do presente, escreve Camilo, é pior que a de dois mil anos atrás. Uma amostra da crítica social e espiritual do autor.
-
Clepsidra
Camilo Pessanha
O simbolismo português no seu ponto mais puro: poemas onde a imagem se desfaz enquanto soa.
-
O Livro de Cesário Verde
Cesário Verde
A Lisboa concreta — vendedores, operários, ruas de verão — vista com um olho que antecipa o modernismo.
-
A Cidade e as Serras
Eça de Queirós
Jacinto abandona o culto da civilização em Paris e redescobre uma vida mais concreta nas serras portuguesas.
-
A correspondência de Fradique Mendes: memórias e notas
Eça de Queirós
Um admirador procura os escritos de Fradique Mendes e encontra, antes deles, histórias, testemunhos e uma reputação já pronta. Quando finalmente conhece essa figura ficcional, o suposto grande autor continua adiando a própria obra. As cartas reunidas depois de sua morte mudam de tom conforme o destinatário e tratam amor, viagem, religião, política e vida cotidiana com gosto pelo paradoxo. Entre a devoção do narrador e as poses de Fradique, o livro acompanha a fabricação de um escritor cuja ausência de produção se torna o principal material literário.
-
A Illustre Casa de Ramires
Eça de Queirós
-
A Ilustre Casa de Ramires
Eça de Queirós
Gonçalo Ramires tenta escrever a história de seus antepassados enquanto enfrenta a decadência da família e a política provincial.
-
A Relíquia
Eça de Queirós
Teodorico Raposo viaja a Jerusalém em busca de uma relíquia para agradar à tia beata, enquanto a devoção e a fantasia se confundem.
-
Cartas de Inglaterra
Eça de Queirós
Crônicas que Eça de Queirós escreveu para o Diário de Notícias entre 1877 e 1882, enquanto servia como cônsul de Portugal na Inglaterra: da vida cotidiana em Londres à política inglesa, sempre comparando, com humor crítico, a sociedade inglesa e a portuguesa.
-
Contos
Eça de Queirós
Coletânea póstuma de 1902 reunindo os contos de Eça de Queirós, entre eles "Singularidades de uma Rapariga Loura", a história do caixeiro Macário, que perde emprego e família ao se apaixonar pela vizinha Luísa e parte para Cabo Verde tentar a sorte, e "José Matias".
-
Echos de Pariz
Eça de Queirós
Crônicas que Eça de Queirós escreveu depois de se instalar em Paris, em 1888, onde viveria o resto da vida como cônsul: textos que tiram o brilho da Cidade Luz, comentando de propósito os seus aspectos mais negativos.
-
O Crime do Padre Amaro
Eça de Queirós
Um padre jovem chega a Leiria e se envolve com a filha da hospedeira; o escândalo expõe a moral do clero e da província portuguesa.
-
O crime do padre Amaro, scenas da vida devota
Eça de Queirós
-
O Mandarim
Eça de Queirós
Um funcionário medíocre toca uma campainha e mata, à distância, um mandarim chinês para herdar sua fortuna — e descobre que a culpa viaja junto.
-
O Primo Basílio
Eça de Queirós
Luísa, entediada na Lisboa burguesa, reencontra o primo Basílio; o caso vira chantagem doméstica e Eça disseca a moral da classe média com bisturi.
-
O Primo Bazilio: Episodio Domestico
Eça de Queirós
-
Os Maias
Eça de Queirós
Três gerações da família Maia e o romance fatal de Carlos com Maria Eduarda, no maior painel da decadência portuguesa do século XIX.
-
Autopsicografia
Fernando Pessoa
Poema metapoético em que Pessoa transforma o fingimento em chave da criação e da leitura.
-
Mensagem
Fernando Pessoa
O único livro em português que Pessoa publicou em vida: a história de Portugal relida como mito e profecia.
-
O Guardador de Rebanhos
Fernando Pessoa
Coletânea de poemas em que Alberto Caeiro afirma a experiência direta da natureza e recusa a metafísica.
-
Seguro assento na coluna firme
Fernando Pessoa
Ode de Ricardo Reis sobre a permanência da arte diante do tempo e do esquecimento.
-
Tabacaria
Fernando Pessoa
Álvaro de Campos atravessa a vertigem de não ser nada diante da rua, da tabacaria e do universo.
-
Livro de "Soror Saudade"
Florbela Espanca
Publicado em janeiro de 1923, com trinta e seis sonetos: Florbela Espanca entrega-se ao amor e à paixão como quem desperta para a vida, ainda sob influência de um romantismo finissecular, em versos como "Maria das Quimeras" e o soneto-título, "Sóror Saudade".
-
Livro de Mágoas
Florbela Espanca
Sonetos de uma intensidade que escandalizou a época — a dor dita na primeira pessoa, sem pedir licença.
-
Livro de Máguas
Florbela Espanca
-
Auto da Barca do Inferno
Gil Vicente
No cais do além, cada figura da sociedade portuguesa é julgada entre a barca do Inferno e a do Paraíso.
-
Monólogo do Vaqueiro
Gil Vicente
Primeira peça de Gil Vicente, encenada em 1502 diante da corte de D. Manuel para anunciar o nascimento do futuro D. João III: um vaqueiro visita o paço para presentear o recém-nascido príncipe com leite, ovos e queijos, entre falas em espanhol e o humor popular que marcaria toda a obra de Vicente.
-
Pranto de Maria Parda
Gil Vicente
Maria Parda lamenta que as tavernas de Lisboa estejam sem vinho, ou vendendo-o caro demais, e vai pedir fiado a uma pessoa atrás da outra: todas recusam. No fim, faz o seu testamento, deixando instruções para o enterro numa peça que usa a falta de vinho como metáfora para a pobreza da Lisboa do século XVI.
-
A Morte de D. João
Guerra Junqueiro
A sátira que mata o mito de D. João e, com ele, o romantismo tardio português.
-
As Pupilas do Senhor Reitor
Júlio Dinis
Na aldeia minhota, os amores cruzados de Daniel, Margarida, Clara e Pedro sob a vigilância bondosa do reitor.
-
Os Lusíadas
Luís de Camões
A viagem de Vasco da Gama à Índia elevada a epopeia nacional, com os deuses do Olimpo disputando o destino português.
-
A Confissão de Lúcio
Mário de Sá-Carneiro
Lúcio narra da prisão o crime que confessa não ter cometido — e a mulher impossível que talvez nunca tenha existido.
-
Húmus
Raul Brandão
Uma vila onde nada acontece e tudo apodrece devagar; prosa poética que dissolve o enredo em obsessão.
-
Marânus
Teixeira de Pascoaes
O poema maior do saudosismo: Marânus e Eleonor entre a serra e o além, onde a saudade vira doutrina.